BCU Brasil explica quais são as principais vantagens de armazenar as células-tronco

 

BCU Brasil explica quais são as principais vantagens de armazenar as células-tronco do cordão umbilical de seu bebê em bancos privados

A coleta e o armazenamento de células-tronco do cordão umbilical ainda é um tema pouco difundido e, como todos os assuntos de utilidade pública, também é motivo para discussão entre pesquisadores e médicos. Com o objetivo de esclarecer as questões que muitas vezes são colocadas em xeque, o BCU Brasil decidiu responder as principais dúvidas de forma imparcial, para que todos fiquem bem informados.
As células-tronco do cordão umbilical ajudam no tratamento de quais doenças?

A aplicabilidade atual destas células-tronco vai muito além do tratamento de leucemias. Elas podem ajudar em mais, aproximadamente, 80 patologias: a doença de Hodgkin, os mielomas múltiplos, as hemoglobinopatias, as doenças metabólicas hereditárias, o linfoma não Hodgkin, entre outras. As células-tronco servem como “substituição” de uma medula doente.

Se meu filho tem um câncer sanguíneo, como a leucemia, é possível utilizar as células-tronco dele para tratá-lo ou é melhor optar pelas células de uma pessoa diferente?

Dizem que quem possui doenças sanguíneas tem as “células marcadas”, e por este motivo não servem para ajudar no tratamento. Mas temos o caso de uma menina de três anos que foi tratada com seu próprio sangue de cordão umbilical nos EUA e, hoje, está totalmente curada. Isso porque ela fez um exame chamado PCR (Proteína C Reativa) para verificar a ausência de células clones cancerosas nas reorganizações específicas do gene receptor da imunoglobulina. Este acontecimento demonstra que cada paciente deve ser avaliado separadamente e nada pode ser julgado como uma verdade absoluta. Cada caso é um caso.

Qual é a compatibilidade das células-tronco de seu doador com seus familiares?

O sangue do cordão umbilical é 100% compatível com seu doador, e, ao contrário do que dizem os críticos, essas células-tronco possuem alta probabilidade de compatibilidade entre familiares. Já em alguns bancos públicos internacionais de medula óssea, uma unidade sem parentesco compatível corresponde a cerca de 50-80% dos pacientes, dependendo do grupo étnico. Pesquisas mostram que uma unidade sem parentesco compatível, corresponde a cerca de 50-80% dos pacientes, dependendo do grupo étnico, mas somente 30% dos caucasianos e uma percentagem menor dos outros grupos étnicos acabam obtendo um transplante de medula a partir de um doador sem parentesco. A dificuldade em se encontrar doadores para os transplantes alogênicos com a medula óssea no Brasil é ainda maior e está relacionado com a alta miscigenação e grande variabilidade genética da população, o que torna importante a obtenção de células-tronco do sangue do cordão umbilical. Além disso, não se pode desconsiderar a deterioração da condição ou óbito dos pacientes durante a busca.

Bancos Públicos x Bancos Privados

Os mesmos pesquisadores que desaconselham o armazenamento do material em Bancos Privados recomendam a doação do mesmo material aos Bancos Públicos, divulgando, de maneira errônea, que essa doação é muito simples. Mas será que a capacidade e a aplicabilidade das células-tronco do sangue do cordão umbilical estão relacionadas ao lugar onde ele será armazenado? Por que elas servem se estiverem nos Bancos Públicos e não servem nos Bancos Privados?

Hoje, o Brasil conta com 18 unidades de Bancos Privados que armazenam aproximadamente 47 mil unidades de amostras, contra 12 Bancos Públicos, que contam com cerca de 16 mil unidades de amostras, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O baixo número de amostras dos Bancos Públicos brasileiros não se deve a existência dos Bancos Privados, e sim à imensa dificuldade em doar seu material a eles. Ao contrário do que é divulgado, para haver a doação, é necessário que a gestante realize seu parto em uma maternidade conveniada ao Banco Público, além de realizar exames de sorologia, que devem ser repetidos seis meses após o parto.

Contudo, na grande metrópole de São Paulo há apenas duas maternidades conveniadas para esta coleta: a Maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein e o Amparo Maternal. Caso a gestante não tenha seu bebê em uma dessas maternidades, será impossível realizar a doação.

Mesmo assim, se você doar as células-tronco do cordão umbilical do seu bebê para um Banco Público, não terá a garantia de que, caso seu filho necessite, o mesmo estará disponível, porque antes ele poderá ser selecionado para outra pessoa. Logo, uma das principais vantagens de armazenar o sangue do cordão umbilical em um Banco Privado é a imediata disponibilidade das células no caso de necessidade, o que diminui sensivelmente os casos de morbidade e mortalidade na fila de espera.

Bancos Privados como fonte de pesquisas

Os Bancos Privados também não podem ser tratados ou reduzidos a meros armazenadores de material para uma parcela privilegiada da sociedade, como insistem em classificar alguns críticos, pois estas são instituições que fomentam e incentivam pesquisas de utilidade pública a respeito do assunto.

Os críticos do setor afirmam que a doação para um Banco Privado exclui o domínio público de células, que de outra maneira seriam úteis para os Bancos Públicos. Visto que os Bancos Públicos são, em muitos lugares, bem menos desenvolvidos que os Bancos Privados, então estes estão indo contra o interesse público e também minando a solidariedade social.

O que vemos aqui é que as críticas aos órgãos privados não estão baseadas em fundamentos somente científicos, mas também e, principalmente, em interesse político.

O BCU Brasil espera ter esclarecido todas as questões relacionadas à doação e armazenamento das células tronco do cordão umbilical, e se coloca à disposição para continuar esclarecendo, elucidando e desmistificando estas e outras questões que possam aparecer, com o objetivo de fazer com que a população tenha cada vez mais acesso à informação, à saúde e ao bem estar.

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