Estudo aponta que terapia de células-tronco para lesão da medula espinhal ajuda pacientes a recuperar funções

Um experimento clínico que testa o efeito da terapia de células-tronco em paciente com lesão da medula cervical está mostrando resultados encorajadores, de acordo com a companhia que está produzindo este novo tratamento.

A Asterias Biotherapeutics Inc., em Fremont na Califórnia, apresentou os resultados de seu atual estudo clínico multicêntrico, o AST-OPC1

células-tronco no tratamento da medula espinhal
Fonte: Pixabay

SCiSTAR fase 1/2a, no 55th Encontro Científico Anual da Sociedade Internacional de Medula Espinhal, em Viena. O estudo foi conduzido em pacientes que sofrem com a perda da função motora e da sensibilidade abaixo do pescoço. Embora ainda no início do estudo, com apenas quatro de cinco pacientes tendo alcançado 90 dias após a dosagem, todos os pacientes que receberam 10 milhões de células AST-OPC1 mostraram melhora em, pelo menos, um nível motor (recuperando algumas funções nos braços). A cada cinco pacientes dois mostraram melhora em dois níveis motores (recuperando algumas funções nos braços, mãos e dedos) em, pelo menos, um lado do corpo.

AST-OPC1 é projetado para ajudar a reparar a mielina, que tenha sido danificada com alguma lesão na medula espinhal, e a melhorar a medula espinhal que não tem o funcionamento comprometido. Ao implantar células AST-OPC1, a esperança é que os sinais enviados pelo cérebro e que percorrem os nervos da coluna espinhal sejam restaurados, ainda que parcialmente, para permitir o movimento e a sensibilidade no corpo. Para se qualificar para o ensaio clínico, os inscritos devem ter entre 18 e 69 anos, e suas condições devem ser estáveis para receber uma injeção de AST-OPC1 entre o 14º e o 30º dia após a lesão.

Kristopher Boesen, 21 anos, de Bakersfield, na Califórnia, foi um dos pacientes voluntários no estudo. Em março, ele sofreu uma lesão traumática na coluna cervical, quando seu carro derrapou em uma estrada molhada, bateu em uma árvore e se chocou com um poste. Os médicos acharam que havia grandes chances de ele ficar permanentemente paralisado do pescoço para baixo. Duas semanas depois de receber o tratamento no Centro Médico Keck da Universidade da Califórnia do Sul, Boesen começou a mostrar sinais de melhora, de acordo com a USC News. Três meses depois, Kristopher era capaz de se alimentar sozinho, usar o telefone celular, escrever o próprio nome e operar uma cadeira de rodas motorizada.

Inicialmente, os pesquisadores acreditavam que os resultados do experimento SCiSTAR levariam de 6 a 12 meses para serem vistos. A próxima fase do estudo, prevista para esse ano ainda, utilizará uma dose ainda maior de AST-OPC1 (20 milhões de células).

Crédito: IPCT

Fonte: http://www.stemcellsportal.com/news/study-indicates-stem-cell-therapy-spinal-cord-injury-helps-patients-regain-some-function

 Maiores informações: http://asteriasbiotherapeutics.com/wp-content/uploads/2016/09/Wirth-ISCoS-14SEP2016-talk-FINAL.pdf

https://news.usc.edu/107047/experimental-stem-cell-therapy-helps-paralyzed-man-regains-use-of-arms-and-hands/

www.scistar-study.com

 

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