O efeito “Mozart” e a solução para o estresse durante a gestação

Mães estressadas: como o bebê fica contagiado?  O efeito “Mozart” e a solução para o estresse durante a gestação

Há diversas opiniões quanto ao estresse que sente a mãe durante a gravidez, mas não é para menos, são inúmeras mudanças físicas, psicológicas e emocionais que ela passa nesta fase tão importante da vida. Isto sem contar a pressão do meio externo causada pela família, ambiente de trabalho e também da sociedade, todo mundo parece se preocupar com a grávida e “palpitar” demais, que precisa se cuidar, se está comendo direito, cuidado para não engordar demais, etc.

A maior parte das mães saudáveis consegue lidar tranquilamente com as mudanças da gestação, mas não é incomum algumas mulheres apresentarem algum desequilíbrio emocional. Entretanto, nestes casos, é preciso prestar bastante atenção, principalmente se este “estresse” prolongar-se por um longo intervalo de tempo, pois ele pode ocasionar problemas graves de saúde e não apenas dos pontos de vista emocional e psíquico, mas também físicos.

O que acontece comigo e com o bebê quando me sinto estressada?

As alterações físicas, emocionais e mentais durante a gestação podem e devem ser controladas. Porém, se o nível de estresse for muito alto, a mãe certamente se sentirá cansada, podendo também sofrer de insônia, ter palpitações associadas ao aumento da pressão arterial e, em casos extremos, apresentar ansiedade ou depressão.

Há estudos que correlacionam a pressão arterial alta à dificuldade em nutrir o bebê, tendo maiores chances de a criança sofrer afecções alérgicas, influência no desenvolvimento do sistema imunológico ou, em alguns casos, até um parto prematuro.

Estudos recentes comprovaram que filhos cujas mães sofreram de estresse extremo durante a gestação ficaram mais vulneráveis e susceptíveis a doenças mentais e/ou problemas comportamentais, tais como a hiperatividade e/ou síndrome do déficit de atenção. Entretanto, é preciso observar, pois não é qualquer nível de estresse que pode acarretar problemas mais graves, pois o estresse faz parte da vida diária, e o corpo, e em situações normais, aprende a responder satisfatoriamente.

A relação entre as emoções da mãe e do seu bebê ainda no útero é muito estreita, por isso o estado emocional da gestante influi notadamente sobre a criança, mesmo quando ela ainda está no seu ventre. Sendo assim, a mãe não pode deixar de lado a sua saúde psicológica, cuidando apenas do físico, pelo contrário, é preciso muita atenção em ambos os casos.

Como combater o estresse?

Há técnicas de relaxamento eficazes para livrar o bebê de toda perturbação do meio externo, tais como:

  • A grávida deve ter um tempinho todos os dias para relaxar em um quarto silencioso;
  • A mamãe deve se concentrar e limpar a mente;
  • Concentrar-se na respiração, de modo a torná-la lenta e profunda, dilatando bem seu diafragma;
  • Se a mamãe preferir, poderá procurar um lugar para relaxar à beira-mar, nas montanhas ou em um espaço apropriado de seu gosto. Lá, ela sentirá o ar puro na sua pele, ouvirá o som da água corrente, sentirá os aromas ao redor e a brisa suave. Tudo isso traz a sensação de calma para o corpo e para a mente;
  • A seguir, ela deverá identificar as regiões do corpo de maior tensão, relaxando cada músculo, até sentir-se calma e descansada;
  • Tal prática deverá ser feita ao menos uma vez por dia, de modo a evitar o sofrimento gerado pelo estresse tanto para si como para o seu filho.


O que é o “efeito Mozart”?

Todos já sabem que os bebês têm o poder de escutar já dentro da barriga da mamãe. Há mais de duas décadas a Universidade da Califórnia vem realizando estudos sobre padrões musicais e observando os efeitos. Ficou comprovado que a música altera a estrutura do cérebro no desenvolvimento do bebê no útero da mãe: aumenta o coeficiente de inteligência da criança, favorece as suas interações sociais, estimula o desenvolvimento da linguagem e melhora as habilidades motoras.

Estudos científicos demonstraram, dentre todas as combinações musicais estudadas, que a música composta por Wolfgang Amadeus Mozart, graças à sua genialidade e simplicidade, é a que causa maiores efeitos benéficos nos bebês melhorando o desenvolvimento intelectual e a criatividade. Por isso, esta técnica, que recebeu o nome de “efeito Mozart”, auxilia a reduzir muito o estresse do bebê ao longo da gravidez, além de colaborar e muito para o crescimento emocional saudável.

O que gera no bebê o “efeito Mozart”?

Don Campbell, músico, maestro e autor do livro “O efeito Mozart sobre as crianças”, selecionou algumas das melhores composições de Mozart para estimular a mente dos pequenos. Ele explica que tal música é pura, simples, misteriosa e acessível. Estes componentes estimulam os neurônios desde a 18ª semana de gestação. A criança que nasce e cresce ouvindo Mozart aprimora a sua psicofisiologia, sua inteligência e seu comportamento, além de viver mais relaxada e predisposta a aprender.

A criança que cresce ouvindo música desta qualidade tem grandes chances de se desenvolver integralmente, porque:

  • A música reflete as emoções da criança, estimula a aprendizagem e a expressão sentimental;
  • A música é a linguagem que as crianças entendem instintivamente;
  • A criança que nasce rodeada de música clássica desenvolve a coordenação motora, o equilíbrio e o andar, além da audição;
  • Ouvir sons e ruídos faz com que ela seja capaz de recordá-los e reproduzi-los;
  • Adquire agilidade nos meios de expressão corporal, instrumental, gráfico e melódico;
  • Desenvolve sua expressão oral, sua capacidade de articular e de cantar;
  • Controla a respiração e as partes do corpo envolvidas na fonação e no canto;
  • A música reforça a autoestima e a personalidade, liberando modos de conduta que favorecem à melhor integração social;
  • A música desenvolve habilidade intelectual, como: imaginação, memória, atenção, compreensão de conceitos, concentração e agilidade mental.

As dez melhores peças musicais de Mozart para seu filho:

  • Sonata nº. 16;
  • Rondo Alla Turca;
  • Meditação;
  • A flauta mágica;
  • Serenata Noturna (K 526/2) 2/9;
  • Larghetto (Piano Concerto nº. 26, segundo movimento k537) 7/9;
  • Peça para piano em F Maior (K 33) 1/9;
  • Klavierstück em F 33b;
  • Andante Gracioso (Sonata para piaho em A e movimento k 331) 9/9;
  • Andantino (Piano Concerto nº. 20 – segundo movimento k466) 4/9.
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